Publicado por: Robertha O. em: Maio 18, 2009
A coordenadora falou sobre a experiencia de viver em outro país, destacando o fato que não só conheceremos melhor o outro, mas também a nós mesmos. (23 de março de 2009)
Nao tinha idéia da verdade que isso se tornaria dois meses depois. Realmente, muitas vezes é preciso ser estrangeira para entender o que nos é próprio. A coordenadora também havia dito que intercâmbio deveria ser um direito de todos, já que é algo que proporciona tanto a quem o faz.
A essa altura da vida já nao tinha mais aquelas expectativas adolescentes de que viver em um país modifica sua percepçao de si mesmo e de mundo. Tinha objetivos mais práticos, como a consolidaçao da língua espanhola, estudos acadêmicos em geral e consequentemente, um upgrade no currículo. Nao esperava transforaçoes, epifanias ou revelaçoes. Apenas conhecimento linguístico e academico.
Mas elas vieram. E que bom que chegam – así de golpe – mesmo quando nao esperamos.
Agora compartilho da idéia de que todos deveriam morar fora de seu país por um tempo e em qualquer momento da vida. Sempre há algo a entender que nos acomodamos a deixar no fundo da gaveta. Trazê-los à tona nao significa sofrer, pelo menos para mim nao. Provavelmente porque estou em um momento de muita segurança do que eu sou, do que quero e do que posso fazer. Estou só com o lado bom. Nem a saudade que sinto das pessoas está me fazendo sofrer. E está aí meu maior prêmio: conseguir mudar – dentro e fora, de lugar, de visao, de língua, de vida – sem sofrer.
“I’m taking a ride off to one side
It is a personal thing.
Where?
When I can’t stand
Up in this cage I’m not regretting.
I don’t need a better thing,
I’d settle for less,
It’s another thing for me,
I just have to wander through this world
Alone.”
(Peter Yorn)
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